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Tecnologia

Apple, Google e o compartilhamento de notificações: saiba como funcionam e para onde vão.

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registo sobre notificações, alertas
Notificações no iPhone — Foto: Divulgação/Apple Apple e Google — Foto: Reuters/Mike Segar/Andrew Kelly Golpes no Whatsapp: saiba como se proteger Nova York realiza primeiros testes com "carros voadores" - Todos os direitos: G1

Empresas admitiram compartilhar alertas de aplicativos quando solicitado por autoridades. Notificações podem incluir dados sensíveis. Uso de smartphone, compartilhamento de informações, compromisso com o usuário.

As notificações enviadas ao celular dos usuários podem ser repassadas a governos, de acordo com a Apple e o Google. Essa revelação veio à tona após um senador americano questionar as empresas em relação a uma denúncia feita em 2023.

A possibilidade de registo sobre notificações e alertas terem seus registros compartilhados com governos foi admitida pelas empresas durante um questionamento nos Estados Unidos. Isso levanta preocupações em relação à privacidade dos usuários e à segurança de suas comunicações.

Notificações: um tema de grande repercussão

Isso ocorre porque os alertas de aplicativos podem incluir informações confidenciais, como dados pessoais e financeiros.

Um membro do senado americano está investigando esse compartilhamento desde 2022. Mas foi apenas no início do mês que as empresas admitiram a possibilidade, de acordo com uma reportagem divulgada pela agência Reuters sobre o assunto.

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Ao investigar, Wyden descobriu que governos ‘podem ter acesso a conteúdo não criptografado, variando desde instruções no código do aplicativo até o texto real disponibilizado ao usuário em uma notificação’.

Além disso, notificações também permitem o acesso a metadados, mostrando detalhes como qual aplicativo enviou uma mensagem, quando foi disparada, bem como o modelo de telefone e a conta Google ou Apple do usuário.

A Apple já admitia que poderia fornecer dados sobre dispositivos e serviços como iCloud e Apple Pay para governos. E o Google já informava que poderia compartilhar informações de aplicativos como Gmail e YouTube.

Vamos explicar o desenvolvimento do caso e seus desdobramentos:

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  • 📲 O senador dos EUA Ron Wyden recebeu, em 2022, uma denúncia de que governos estavam buscando registros de notificações enviadas por dispositivos iPhone e Android – entretanto, os países requisitantes não foram revelados;
  • 🚫 Wyden afirmou que sua equipe investigou o caso e buscou contato com Apple e Google, mas foi informada de que o acesso a detalhes tinha sido proibido pelo governo dos EUA;
  • 👍 Em 6 de dezembro, o senador pediu ao Departamento de Justiça que autorizasse as empresas a informarem os usuários sobre o compartilhamento de registros sobre notificações;
  • ✍️ Na Reuters, no dia seguinte, saiu uma reportagem onde as empresas admitiam a possibilidade de compartilhamento;
  • 📝 A Apple afirmou que atualizará seus relatórios de transparência para detalhar esses pedidos, já que o compartilhamento das informações veio à tona;
  • 🤝 E o Google afirmou que compartilha o compromisso de manter usuários informados sobre solicitações de registros sobre notificações.

Uma fonte da agência Reuters apontou que o governo dos EUA está entre os que solicitaram dados de notificações enviadas por dispositivos móveis, embora não tenha divulgado outros países que requesitaram essas informações.

De acordo com a mesma fonte, o Departamento de Justiça se negou a comentar sobre a vigilância relacionada às notificações ou sobre a suposta proibição que impedia Apple e Google de divulgarem esses pedidos.

Um panorama sobre as notificações

Para enviar uma notificação a um usuário, um aplicativo precisa de um serviço postal específico para organizar as informações.

Enquanto aplicativos de iPhone utilizam o Push Notification Service da Apple, apps de Android contam com o Firebase Cloud Messaging do Google.

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‘Esses serviços garantem a entrega oportuna e eficiente de notificações, porém também significa que a Apple e o Google atuam como intermediários no processo de transmissão’, disse Wyden.

O senador apontou que, como a Apple e o Google estão encarregadas de enviar as notificações, elas podem ser secretamente obrigadas a compartilhar essas informações com os governos.

Posicionamento da Apple e do Google

A Apple comunicou à Reuters que o governo dos EUA lhe proibiu de compartilhar quaisquer informações sobre o compartilhamento de notificações enviadas por aplicativos. ‘Agora que este método se tornou público, estamos atualizando nossos relatórios de transparência para detalhar esses tipos de solicitações’.

A empresa informou à Wired que atualizou suas diretrizes sobre processos jurídicos para esclarecer que os registros das notificações podem ser requisitados pelos governos.

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O Google disse ao g1 que publica ‘um relatório de transparência compartilhando o número e os tipos de solicitações governamentais de dados de usuários que recebemos, incluindo as solicitações mencionadas pelo Senador Wyden’.

‘Compartilhamos o compromisso do senador de manter os usuários informados sobre essas solicitações’, disse a empresa.

Os dados mais recentes do relatório de transparência do Google indicam que, no segundo semestre de 2022, órgãos governamentais brasileiros fizeram 12.773 solicitações de informações de usuários. No entanto, o relatório não oferece detalhes sobre quantos pedidos envolveram notificações de aplicativos.

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Fonte: G1 – Tecnologia

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