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Meio Ambiente

Cacique Raoni denuncia cineasta belga por reter dinheiro arrecadado em seu nome durante ‘parceria duradoura’

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Cacique indígena
O cacique Raoni e o cineasta belga Jean-Pierre Dutilleux, em Paris, na França, em maio de 2023. — Foto: Aurelien Morissard/ AP - Todos os direitos: G1

Líder Kayapó acusa diretor de documentário de não repassar verbas. Cineasta nega e chama acusação de “besteira, tem a ver com a idade”.

Recentemente, foi divulgado que o tão respeitado cacique Raoni Metuktire estava lutando para combater a pandemia de Covid-19 que vem afetando as tribos indígenas no Brasil. Ele tem feito apelos urgentes aos governantes do país e também à comunidade internacional para ajudar a proteger as populações nativas. Sua parceria com Jean-Pierre Dutilleux foi crucial para chamar a atenção para esse problema e mobilizar apoio global para a causa.

Como um dos líderes mais proeminentes do movimento indígena no Brasil, o cacique indígena tem sido uma figura inspiradora para muitos ao redor do mundo. Sua incansável dedicação à preservação das terras e das tradições dos povos nativos tem sido aclamada em todo o planeta. Seu trabalho ao lado de Dutilleux é um exemplo de como a colaboração entre diferentes culturas e origens pode gerar impacto positivo e real. Feitos como esse devem ser celebrados e amplamente divulgados para inspirar outras parcerias e ações em prol dos povos indígenas.

O Cacique Raoni e sua Revolta contra as Parcerias Improbas em Meio ao Tapete Vermelho

De pé no tapete vermelho, em meio a um furor de flashes das câmeras, a dupla estava de mãos dadas, como velhos amigos.

Nos bastidores, porém, o relacionamento estava chegando ao fim. O líder dos Kayapó retornou ao Brasil em maio, e rompeu relações com seu acólito belga pouco tempo depois.

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Raoni e pessoas próximas a ele disseram à Associated Press que há muito tempo desconfiavam de Dutilleux e suspeitavam que ele não estivesse transferindo recursos arrecadados para os Kayapó. Eles também o acusavam de explorar a imagem e a reputação do cacique para impulsionar sua própria influência e carreira cinematográfica.

A Trajetória de Raoni e seu Constante Relacionamento com Dutilleux

‘Meu nome é usado para arrecadar dinheiro, disse Raoni à Associated Press, durante uma entrevista em Brasília. ‘Mas o Jean-Pierre não me passou muito para eu fazer alguma coisa.’

O cacique, dois outros integrantes de sua organização sem fins lucrativos, o Instituto Raoni, e o sucessor de Raoni relataram que Dutilleux se comprometia a transferir a eles dinheiro para financiar projetos sociais, mas só entregou uma fração do que prometeu.

Eles afirmaram também que o cineasta se recusou a ter transparência com o dinheiro arrecadado em nome de Raoni durante as viagens pela Europa, ou proveniente de seus livros e filmes sobre os Kayapó.

Dutilleux nega qualquer irregularidade, repetindo que nunca teve acesso ao dinheiro.

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‘Ele às vezes diz coisas assim, tem a ver com a idade. Talvez aconteça comigo também, dizer besteiras’, disse Dutilleux, agora aos 74 anos, em uma entrevista à AP em Paris, acrescentando que o dinheiro ‘não me interessa. Sou um cineasta, um artista. Não sou um contador.’

Apesar das suspeitas de longa data dos Kayapó, que remontam a quase 20 anos, os mais próximos de Raoni consideravam que ele não podia abandonar Dutilleux. Segundo eles, foi uma decisão fundada nos séculos de desequilíbrio de poder que surge quando um povo indígena faz uma parceria com um ‘kuben’ influente, a palavra kayapó para o homem branco.

O Líder Indígena em Meio a um Brasil em Guerra por Terras Ancestrais

Raoni nasceu em algum momento da década de 1930 — ninguém sabe o ano exato — no ramo Metuktire do povo Kayapó. Naquela altura, o primeiro ciclo da borracha na Amazônia já havia se encerrado, após quase três décadas de exploração muitas vezes brutal das populações indígenas.

Sua família e os integrantes de seu povo eram seminômades, e passavam os dias caçando e pescando na bacia do rio Xingu, uma área do tamanho da França que abriga dezenas de grupos indígenas.

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Seu primeiro contato com os kubens foi em 1954. Naquela época, Raoni era um guerreiro carismático e pajé, respeitado por sua perspicácia política e bravura no combate contra os povos rivais e todos que buscavam explorar seus recursos.

Ele aprendeu a falar português, mas não a ler e escrever, e se tornou o principal interlocutor de seu povo com o mundo exterior, além de uma voz de liderança na proteção dos direitos indígenas no Brasil.

Na década de 1970, os povos indígenas estavam sob crescente pressão da ditadura militar brasileira, que, em um esforço para promover o desenvolvimento da Amazônia, construiu rodovias, patrocinou programas de colonização e ofereceu generosos subsídios aos agricultores. Raoni e os demais estavam fazendo tudo o que podiam para impedir a destruição de suas terras ancestrais.

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Fonte: G1 – Meio Ambiente

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