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Dinheiro

Copel promete melhorar preços a tempo.

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Copel, Energia Elétrica
Companhia recém-privatizada se dispôs a economizar pouco mais de R$ 500 milhões nos próximos três anos

Após a privatização, a empresa comprometeu-se a cortar gastos em mais de meio bilhão de reais ao longo dos próximos três anos, demonstrando um compromisso com a eficiência e o progresso financeiro.

No curto prazo, a principal novidade do Copel Day foi a postura da empresa em relação ao leilão de reserva de capacidade programado para 2024. Os líderes destacaram a oportunidade de expansão da usina hidrelétrica de Foz do Areia, uma das três cuja concessão foi renovada após a privatização, como um diferencial na disputa, mesmo considerando que as regras do leilão ainda não foram estabelecidas.

A ampliação da hidrelétrica de Foz do Areia foi ressaltada como um diferencial crucial na competição.

A administração da Copel reconheceu que a situação atual de preços baixos de energia é um desafio. No entanto, afirmou estar implementando uma estratégia que considera bem sucedida, mantendo altos níveis de contratação de energia nos próximos dois anos e reservando 15% do portfólio para lidar com o risco hidrológico (GSF, na linguagem do setor).

Para 2026, os níveis de contratação são reduzidos com a expectativa de que os preços voltem a níveis considerados mais atrativos pelos empreendedores de geração. Segundo Slaviero, ‘se há algo positivo em ter mais dois anos de preços baixos de energia, é que estamos bem posicionados’, permitindo que a empresa ‘termine nossas tarefas’.

Participação da Copel em Licitações em 2024

No contexto da transmissão, a empresa afirmou estar analisando a possibilidade de participar dos leilões agendados para 2024 e reafirmou que não irá concorrer aos lotes do próximo mês. A Copel planeja realizar investimentos no valor de R$ 91,3 milhões no segmento em 2024, com a maior parte destinada a melhorias e reforços em empreendimentos já pertencentes à companhia. De acordo com as projeções da empresa, esta iniciativa pode mobilizar cerca de R$ 1,5 bilhão nos próximos 10 anos.

O plano para impulsionar o crescimento econômico do Paraná tem como foco a modernização da base operacional, que apresenta níveis de depreciação acima da média nacional.

Enquanto isso, a empresa está estudando possíveis oportunidades que tenham “sinergia” com a Copel Distribuição, mas ativos como a Amazonas Energia e a Light estão atualmente fora de consideração. O diretor-presidente da Copel, Daniel Slaviero, reforçou a falta de interesse nessas empresas, uma vez que a caducidade da concessão da Amazonas Energia foi recomendada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a Light enfrenta uma recuperação judicial.

A empresa enfatizou o progresso das operações de venda já em andamento, como a da Compagas, alinhada com a estratégia de concentração em atividades relacionadas à energia elétrica. Também mencionou a venda da usina termelétrica (UTE) Araucária, cuja conclusão está prevista para março do próximo ano e tem como objetivo a descarbonização do portfólio.

Apesar do destaque para a redução de despesas, o diretor-presidente da Copel, Daniel Slaviero, enfatizou que essa é apenas a primeira fase do ciclo pós-privatização da companhia. Ele ressaltou a “agenda muito mais abrangente da companhia”, cujo crescimento será alcançado, segundo o executivo, por meio da execução “impecável” do plano estratégico e sem “cavalos de pau”.

Conforme Adriano Rudek de Moura, diretor de Finanças e Relações com Investidores da empresa, o PMSO foi o primeiro projeto entregue pela diretoria após a privatização. O Programa de Demissão Voluntária (PDV) foi o primeiro grande projeto, esperando-se que reduza os custos anuais em R$ 428 milhões, apesar do gasto inicial de R$ 610 milhões.

Além disso, outra estratégia de redução de custos é a venda de ativos, incluindo a única termelétrica movida a carvão da companhia (Figueira), cuja concessão já foi solicitada ao Ministério de Minas e Energia (MME), assim como Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs) e Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) com capacidade inferior a 10 megawatts (MW), e propriedades próprias.

Apresentação do Plano Estratégico da Copel para Investidores

Nesta quarta-feira (22), em seu primeiro evento próprio com acionistas após a privatização, a Copel compartilhou seu plano estratégico para os próximos três anos. A empresa se comprometeu a realizar cortes de custos, investir de forma substancial na distribuição de energia e se preparar para possíveis oportunidades de mercado, como participação em leilões de reserva de capacidade, ou em um cenário com preços mais vantajosos a partir de 2026.

A Copel pretende economizar mais de R$ 500 milhões nos próximos três anos, por meio da otimização de despesas com Pessoal, Material, Serviços de Terceiros e Outras despesas (PMSO), gerando uma diminuição entre R$ 460 milhões e R$ 480 milhões. Além disso, a gestão de contingências pode resultar em economia de até R$ 70 milhões nesse período.

A empresa também confirmou seu compromisso com investimentos robustos na distribuição de energia, visando aprimorar suas operações e garantir um abastecimento eficiente para seus consumidores.

Fonte: InfoMoney

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