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Economista Milei pressiona Congresso e confirma emissão de notas de 20 mil e 50 mil pesos na Argentina

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Javier Milei anuncia pacote de medidas para desregular a economia argentina Presidente argentino Javier Milei afirmou nesta terça-feira (26) em entrevista à televisão argentina que alguns membros do Congresso argentino querem propina para aprovar seu "decretaço". — Foto: Reprodução/Redes sociais - Todos os direitos: G1

Presidente argentino afirma que Banco Central irá imprimir novas notas para conter bolos de dinheiro circulando no país, devido à alta inflação.

Para combater a escassez de dinheiro em circulação, o Banco Central da Argentina decidiu imprimir e emitir novas notas de 20 mil e 50 mil pesos, conforme anunciado pelo presidente Javier Milei. A medida visa facilitar as transações diárias dos argentinos, que têm enfrentado dificuldades devido à alta inflação no país.

Em resposta a perguntas sobre a iniciativa, Milei destacou a necessidade de resolver o problema do dinheiro escasso. O presidente argentino enfatizou que a situação atual obriga as pessoas a carregar grandes quantidades de notas, o que torna as transações mais complicadas e dispendiosas. ‘É uma tortura o problema do dinheiro. Imagina que você tem que fazer um pagamento em dinheiro e tem que andar com um bolo de papeis. É uma etiqueta na testa dizendo ‘me roube’. Isso dificulta muito as transações e aumenta muito os custos’, afirmou Milei.

Durante a entrevista, Milei argumentou que sua nova medida visa diminuir a quantidade de notas circulando na Argentina. ‘(O montante de notas) só ficará em circulação quando adquirirmos dólares e, nesse sentido, tirando o setor de câmbio, a quantidade de dinheiro ficaria constante”, enfatizou Milei.

Novo cenário político

Nessa terça-feira (26), em uma tentativa de pressionar o Legislativo argentino, o presidente do país, Javier Milei, ameaçou realizar um referendo popular se o Congresso não aprovar o Decreto de Necessidade e Urgência (DNU) que ele emitiu em 20 de dezembro.

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Sem evidências concretas, Milei também alegou que a demora na análise de projetos no Congresso era devido à busca de ‘suborno’ por parte de ‘alguns’ legisladores. As declarações do presidente ocorreram durante uma entrevista à televisão argentina LN+.

‘A lentidão dos legisladores se dá pelo fato de alguns deles buscarem suborno. Alguns deles, enfatizo. Por gostarem de debater é porque estão atrás de propina. Isso corrobora justamente com a corrupção. E uma das coisas que estão tentando fazer é entrar nessa dinâmica para vender seus votos. Há muitos criminosos por aí’, afirmou Milei.

Milei também ressaltou que irá promover um referendo popular caso o Congresso rejeite seu ‘decretaço’: ‘se ele o rejeitar, eu convocaria um plebiscito para que me expliquem por que estão indo contra o povo’.

A Constituição Argentina estipula que, se um referendo convocado pelo Poder Executivo sobre o DNU for aceito, o pacote não entrará automaticamente em vigor, mas traria mais capital político para o presidente.

Nas sessões extraordinárias programadas para os próximos dias, os parlamentares debaterão sobre o DNU de Milei, que altera ou revoga mais de 350 normas no país, visando desregulamentar a economia argentina, além de um pacote de leis proposto pelo Executivo.

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O governo Milei pressionou o Congresso nesta terça (26) para tentar aprovar logo o ‘decretaço’, proposto na semana passada. O partido de Milei, o Liberdade Avança, é minoria no Legislativo: possui 39 dos 257 deputados e 7 dos 72 senadores.

‘Os deputados e senadores terão que escolher entre apoiar o que o povo votou, a mudança, essa Argentina que queremos para o povo de bem e sem o peso do Estado, ou continuar a obstruir esta mudança e [impedir o que] a maioria do povo quer’, disse Manuel Adorni, porta-voz do governo, em comunicado divulgado nas redes sociais.

SAIBA MAIS:

Na última quarta-feira (20), Milei anunciou o Decreto de Necessidade e Urgência (DNU), que viabiliza a desregulação econômica do país. O texto modifica ou revoga mais de 350 normas e, embora já tenha entrado em vigor, ainda pode ser barrado pelo Congresso.

Dentre outros aspectos, o decreto desregulamenta o serviço de internet via satélite e a medicina privada, flexibiliza o mercado de trabalho e revoga uma série de leis nacionais. As medidas incluem também a conversão de diversas empresas estatais em sociedades anônimas, facilitando o processo de privatização dessas instituições.

Após uma semana de diversos protestos contra as reformas, o presidente convocou o parlamento para sessões extraordinárias entre os dias 26 de dezembro e 31 de janeiro. O Congresso poderá aprovar ou rejeitar o texto integralmente, sem a possibilidade de debater os detalhes de seu conteúdo.

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Na pauta das sessões extraordinárias, Milei incluiu propostas para a restituição de impostos sobre os salários, modificações na lei eleitoral e reformas do Estado.

‘Apelamos à boa vontade e que estejam à altura da situação no contexto de urgência em que todos os argentinos estão imersos’, disse Adorni.

Ação coletiva

No sábado (23), a Justiça federal admitiu uma ação coletiva de organizações civis para declarar o texto inconstitucional.

As organizações e as centrais sindicais convocaram um protesto para a próxima quarta-feira (27) diante dos tribunais. O objetivo é entregar à Justiça o pedido de contestação do decreto, e uma ação para suspender todos os seus efeitos.

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O Ministério Público Federal terá que responder às contestações em um processo que pode chegar até a Suprema Corte da Argentina.

Crise

A Argentina enfrenta uma das piores crises econômicas de sua história recente, com 40% da população vivendo na pobreza e uma inflação que ultrapassou 140% ao ano. Milei afirmou que o corte das despesas públicas será equivalente a 5% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

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Fonte: G1 – Mundo

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