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G20 no Brasil: Reuniões do G20 começam hoje com encontro inédito no Itamaraty e na agenda de trabalho do grupo.

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Grupo dos 20, grupo internacional
Ideia do governo brasileiro é apresentar a agenda de trabalho e os pilares do mandato brasileiro: combate à fome e à pobreza, o desenvolvimento sustentável e a reforma da governança global - Todos os direitos: G1

Agenda de trabalho e pilares do mandato brasileiro: combate à fome e à pobreza, desenvolvimento sustentável e reforma da governança global na cúpula do Rio de Janeiro.

O G20, grupo internacional composto pelas maiores economias do mundo, terá como sede de alguns encontros o Palácio do Itamaraty, em Brasília, durante a presidência brasileira. A proposta inédita é reunir as duas trilhas que norteiam os trabalhos do G20 no Brasil, Sherpas e Finanças, no começo de um novo mandato, mostrando a importância do país na coordenação das ações do grupo.

O Brasil, enquanto assume a presidência do G20, busca liderar discussões cruciais que afetam a economia global. O grupo dos 20 é conhecido por reunir as maiores economias do mundo para discutir questões econômicas e financeiras, e a presidência brasileira pretende conduzir os debates de forma estratégica e assertiva, visando o benefício mútuo de todos os participantes.

G20: Trabalho à frente para a reunião do Grupo dos 20

Durante o encontro, a intenção do governo brasileiro é de apresentar a agenda de trabalho e os pilares da sua gestão: combate à fome e à pobreza, as três dimensões do desenvolvimento sustentável (econômica, social e ambiental) e a reforma da governança global. O Brasil busca desde o início conciliar o debate político com as soluções financeiras.

Uma das propostas que será levada pelo governo brasileiro no encontro é uma iniciativa global para a erradicação da pobreza e combate à fome e à desnutrição. As negociações sobre as declarações e outros atos a serem adotados pelos líderes do G20 na cúpula do Rio de Janeiro também começarão nesse período.

Nos dias 11 e 12 de dezembro, as reuniões serão da Trilha de Sherpas, formada por emissários pessoais dos líderes do G20, que supervisionam as negociações, discutem os pontos que formam a agenda da cúpula e coordenam a maior parte do trabalho.

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No dia 13 haverá a reunião conjunta com as duas trilhas e com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deve reforçar a importância do diálogo dos dois eixos e as prioridades da gestão brasileira à frente do G20.

Nos dias 14 e 15 é a vez do encontro da Trilha de Finanças, comandada pelos ministros das Finanças e presidentes dos bancos centrais dos países-membros e responsável pelos debates econômicos do G20.

Está previsto que, além de Lula, haja uma declaração dos ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Mauro Vieira (Relações Exteriores), além da diplomata Tatiana Rosito, coordenadora do Brasil na Trilha de Finanças, e o embaixador Maurício Lyrio, sherpa indicado pelo Brasil.

Reuniões no ano que vem: Preparação para a Cúpula do G20

Ao todo, serão 130 reuniões ao longo de 2023 espalhadas por 13 cidades do país: Brasília (DF), Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Fortaleza (CE), Foz de Iguaçu (PR), Maceió (AL), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Salvador (BA), São Luís (MA) e Teresina (PI).

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O resultado final da agenda de trabalho desenvolvida ao longo deste ano será apresentado na Cúpula de Líderes do G20, prevista para acontecer nos dias 18 e 19 de novembro do Rio de Janeiro. Até lá, representantes dos países vão debater propostas, ideias e soluções para as principais pautas internacionais, que vão nortear a declaração final dos presidentes e as cooperações que serão estabelecidas entre os países membros.

Prioridades do Brasil na Cúpula do G20

O Brasil trouxe para a presidência do G20 as principais bandeiras do governo Lula e tem o desafio de pautas esses debates no cenário internacional até novembro de 2024. São elas: combate à fome e à pobreza, as três dimensões do desenvolvimento sustentável (econômica, social e ambiental) e a reforma da governança global.

A presidência brasileira terá três forças-tarefa, que são grupos de trabalho para tratar de assuntos propostos pelo país que ocupa a presidência. São elas: Finanças e Saúde, combate à fome e à desigualdade e contra as mudanças climáticas. O governo brasileiro espera ao final da gestão deixar como marca contribuições inéditas e concretas nessas áreas. Haverá, ainda, uma iniciativa pela bioeconomia.

Outro tópico que será pautado pela gestão brasileira é o da governança global. Lula tem criticado a baixa influência e a formação do Conselho de Segurança da ONU na mediação de conflitos internacionais, além de ter defendido que instituições multilaterais de crédito, como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial, deem prioridade às necessidades das nações em desenvolvimento, sobretudo na área de infraestrutura, e estudem formas de renegociação de dívidas de países em dificuldades.

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O governo deseja criar um ambiente que revele as falhas no modelo atual. Por isso, as críticas feitas por Lula e por outros membros do governo seguirão sendo feitas de maneira frequente. Outro caminho para essa demonstração é criar um debate robusto sobre os pilares da presidência brasileira: o desenvolvimento sustentável, o combate à fome e à desigualdade, para provar que o modelo das instituições financeiras antigas, em vigor até o dia de hoje, não sustenta essas políticas.

O desafio é envolver todos os países nesses debates. A avaliação é que o combate à fome, à desigualdade e às mudanças climáticas são mais tangíveis, enquanto o tema da governança pode ter mais desavenças.

O que é o G20: Grupo dos 20

A presidência do G-20, inédita para o Brasil, é considerado o ponto alto da agenda internacional de Lula e o evento mais importante para a posição internacional do país. O Brasil assume o comando do grupo da Índia, e passará para a África do Sul em dezembro de 2024.

O G-20 reúne as 19 maiores economias do mundo, além da União Europeia e, a partir deste ano, a União Africana. O grupo responde por cerca de 85% do PIB mundial, 75% do comércio internacional e 2/3 da população mundial.

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São membros fixos do G20, além do Brasil, África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia, Turquia, União Africana e a União Europeia.

A presidência brasileira terá ainda oito países convidados: Angola, Egito, Nigéria, Espanha, Portugal, Noruega, Emirados Árabes Unidos e Singapura. Desde o primeiro mandato de Lula, a política externa tem buscado um alinhamento com outros países em desenvolvimento. Na lista, constam três países da África: Angola, Egito e Nigéria.

O G20 nasceu em 1999 como um fórum de ministros de Fazenda e presidentes de Bancos Centrais. Em 2008, durante a crise econômica mundial, os chefes de governo entraram em cena e o Brasil mobilizou os países membros para o enfrentamento da crise.

Fonte: G1 – SP

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