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O drama dos migrantes no deserto do Arizona: voluntários recolhem corpos por causa do calor perigoso.

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imigrantes, viajantes
Os voluntários do Águias do Deserto, ou Águias do Deserto, colocam cruzes no deserto de Sonora quando encontram os restos mortais de um migrante — Foto: JOSÉ MARÍA RODERO / BBC NEWS MUNDO — Foto: BBC Cerro Picudo está localizado entre Altar Sonora, no México, e Tres Puntos, no Arizona — Foto: VALENTINA OROPEZA / BBC NEWS MUNDO Octavio Soria, conhecido como Chaparrito, carrega consigo uma cruz para fincar no chão caso encontre algum corpo — Foto: VALENTINA OROPEZA / BBC NEWS MUNDO Como amuleto, Chaparrito carrega na mochila um sapato de criança encontrado no deserto da Califórnia — Foto: VALENTINA OROPEZA / BBC NEWS MUNDO Raúl Sánchez foi visto com vida pela última vez em 22 de agosto de 2023, no deserto de Sonora — Foto: CORTESÍA DE INMACULADA SÁNCHEZ Voluntários do Águias do Deserto vasculham o deserto de Sonora, no Arizona, em busca de migrantes desaparecidos — Foto: VALENTINA OROPEZA / BBC NEWS MUNDO O saguaro é uma espécie de cacto que só cresce no deserto de Sonora — Foto: JOSÉ MARÍA RODERO / BBC NEWS MUNDO Ely Ortiz perdeu o irmão e o primo no deserto de Sonora. — Foto: JOSÉ MARÍA RODERO / BBC NEWS MUNDO Marisela Ortiz ajuda o marido Ely a coordenar as atividades dos Águias do Deserto — Foto: VALENTINA OROPEZA / BBC NEWS MUNDO Antes de entrar no deserto de Sonora, os voluntários fazem uma oração — Foto: VALENTINA OROPEZA / BBC NEWS MUNDO Na caminhada pelo deserto de Sonora, é comum os voluntários encontrarem pertences abandonados por migrantes — Foto: VALENTINA OROPEZA / BBC NEWS MUNDO Alberto Ortega deixa fitas fluorescentes nos locais onde encontra ossos para facilitar a localização das autoridades. — Foto: VALENTINA OROPEZA / BBC NEWS MUNDO Desde 1990, cerca de 3.600 migrantes ilegais morreram no deserto de Sonora — Foto: VALENTINA OROPEZA / BBC NEWS MUNDO Os restos mortais de Soledad Alvarado foram encontrados por acaso — Foto: ALERTA DE BÚSQUEDA DE SOLEDAD ALVARADO O cinegrafista José María Rodero subiu o Cerro Picudo acompanhado de Chaparrito. — Foto: VALENTINA OROPEZA / BBC NEWS MUNDO Agentes do condado de Pima resgataram os corpos com a ajuda de um helicóptero — Foto: VALENTINA OROPEZA / BBC NEWS MUNDO - Todos os direitos: G1

Raúl Sánchez estava desaparecido há mais de um mês quando voluntários do grupo Águias do Deserto iniciaram buscas no deserto, onde o calor, a falta de água, cobras e criminosos ameaçam os migrantes que atravessam a fronteira para os EUA.

Raúl mal conseguia dar um passo a mais. As bolhas ardiam em seus pés e suas pernas estavam dormentes.

Seus colegas migrantes decidiram abandoná-lo depois de aguardar três horas por ele em cima de uma rocha no Cerro Picudo, no deserto de Sonora, no Arizona.

O grupo de cinco migrantes e um coiote (como são chamados os guias pagos para levar imigrantes ilegais através da fronteira) caminhava pelo deserto havia cinco dias, após cruzar a fronteira entre o México e os Estados Unidos.

Enquanto tentava ancorar cada passo, Raúl pensava nas histórias de outros imigrantes que haviam conseguido atravessar o deserto nas mesmas condições. Ele se sentia desamparado e temia não sobreviver para contar sua própria história.

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Raúl Sánchez parte em busca de uma nova vida nos Estados Unidos

Raúl Sánchez, um mexicano de 36 anos, estava decidido a se mudar para os Estados Unidos em busca de oportunidades. No dia 22 de agosto de 2023, ele se uniu a um grupo de cinco migrantes que pretendiam atravessar o deserto de Sonora para chegar ao seu destino. Mas, infelizmente, este foi o último dia em que sua irmã Inmaculada o viu.

Voluntários decidem realizar operação de busca

Depois de uma semana sem notícias de Raúl, sua irmã decide buscar ajuda. Ela relata o desaparecimento de Raúl aos Águias do Deserto, um grupo de voluntários que procura migrantes, e eles decidem realizar uma operação para procurá-lo no sábado, 7 de outubro, quase sete semanas após seu desaparecimento.

Uma trágica descoberta

Infelizmente, depois de muitas buscas, os voluntários acabam encontrando o corpo de Raúl. Em uma operação de resgate, eles conseguem recuperar seus restos mortais e encaminhá-los para a repatriação no México.

O duro trabalho da busca por migrantes

O resgate de migrantes no deserto de Sonora é uma tarefa árdua e perigosa. Muitos voluntários se dedicam a essa missão por motivos pessoais, como é o caso de Ely Ortiz, que busca migrantes desaparecidos há mais de 14 anos. A trágica história de Raúl é apenas um dos muitos casos que evidenciam a gravidade dessa questão.

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A memória de Raúl

Raúl é descrito como um pai preocupado com o futuro de sua família e um irmão amado. Sua morte representa mais uma tragédia em meio à crise migratória na fronteira entre os Estados Unidos e o México, onde muitos outros sonhadores encontram fim precoce.

Os desafios do deserto de Sonora

Trata-se de uma região inóspita, com temperaturas extremas e escassez de recursos vitais, como água e comida. A travessia do deserto é perigosa e muitos migrantes enfrentam condições desumanas em busca de uma vida melhor.

A triste realidade dos migrantes

A morte de Raúl Sánchez é um lembrete das dificuldades enfrentadas por inúmeros imigrantes e viajantes que arriscam suas vidas em busca de uma nova chance nos Estados Unidos. Seu destino serve como símbolo de uma realidade trágica e injusta que atinge tantos outros indivíduos em situações semelhantes.

Fonte: G1 – Mundo

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