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Senado discute projeto que promove o feminismo na educação: um passo rumo à igualdade de gênero nas escolas.

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feminismo, igualdade, emancipação;
Daniela Lima: a reação popular acerca da proposta que equipara o aborto legal a homicídio foi tão grande que dividiu os evangélicos - Todos os direitos: © G1 - Globo Mundo

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Proposta é analisada pela Comissão de Educação. Escolas devem resgatar contribuições e vivências femininas, valorizar sua história e influência para combater estereótipos e fortalecer a cultura.

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado Federal aprovou, na quarta-feira (19), uma proposta que torna obrigatório o ensino do feminismo nos currículos escolares do ensino fundamental e médio. O projeto, de autoria da deputada Tábata Amaral (PSB-SP), altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, reforçando a importância da inclusão do feminismo no ambiente educacional.

Essa iniciativa visa promover a discussão e reflexão sobre temas relacionados à igualdade de gênero desde cedo, contribuindo para a formação de uma sociedade mais justa e inclusiva. O ensino do feminismo nas escolas é um passo significativo rumo à emancipação das mulheres e à desconstrução de estereótipos de gênero, fortalecendo a luta por direitos e oportunidades iguais para todos.

Feminismo na Educação: Resgatando Vivências e Combatendo Estereótipos

O feminismo ainda precisa ser amplamente discutido na Comissão de Educação antes de seguir para o plenário do Senado. Esse debate acontece em um momento de crescente insatisfação de diversos setores da sociedade, incluindo o movimento feminista, com uma proposta controversa que surgiu recentemente na Câmara dos Deputados: um projeto que equipara o aborto após a 22ª semana a homicídio.

Após a repercussão negativa na sociedade, a análise do texto foi temporariamente interrompida. O projeto em questão sobre feminismo propõe a inclusão do conteúdo feminista em disciplinas como história, ciências, artes e cultura do Brasil e do mundo. A intenção é introduzir nas salas de aula a perspectiva feminina como uma maneira de resgatar as contribuições, vivências e conquistas das mulheres em diversas áreas, como científica, social, artística, cultural, econômica e política.

A relatora na Comissão de Direitos Humanos, senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), destacou a importância dessa proposta como uma forma de valorizar a presença da mulher na sociedade. Ela ressaltou que, devido aos estereótipos existentes, há uma associação mais forte de brilhantismo e genialidade com os homens do que com as mulheres.

Esses estereótipos têm impacto significativo na tomada de decisões de meninas a partir dos seis anos de idade, desencorajando-as de se interessarem por certas matérias, o que, por sua vez, contribui para a baixa representatividade feminina em áreas e carreiras de grande destaque. Thronicke também levantou a questão da escassez de personagens femininas nos livros de história, apontando que menos de 10% dos personagens em livros de história usados nas escolas públicas são mulheres.

Além disso, o projeto propõe a criação da campanha nacional ‘Semana de Valorização de Mulheres que Fizeram História’, a ser realizada anualmente na segunda semana de março em todas as escolas de ensino básico. Essa semana não é apenas uma data comemorativa, mas uma iniciativa que busca implementar ações para promover a igualdade entre meninas e meninos, mulheres e homens.

No mesmo dia, o Senado aprovou o projeto do Novo Ensino Médio, que estabelece uma carga horária de 2,4 mil horas ao longo de três anos para as disciplinas obrigatórias, como português e matemática. Essa proposta redefine o ensino médio, etapa final da educação básica, que foi reformada em 2017.

Uma das novidades é a inclusão do espanhol como disciplina obrigatória na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), juntamente com o inglês, que já era exigido como língua estrangeira. No entanto, alguns estados expressaram preocupação com a dificuldade de cumprir essa regra, uma vez que não terão recursos para contratar novos professores. Secretários de Educação alertaram que alguns estados estão em situação de recuperação fiscal e,

Fonte: © G1 – Globo Mundo

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