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Meio Ambiente

Tuvalu: Sobrevivência em um Mundo Digital e Soberania em Risco

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país do Oceano Pacífico, conjunto de ilhas paradisíacas, pequeno território no sul da Oceania
Conheça Tuvalu, país que pode ser engolido pelo mar e tenta sobreviver como nação digital Ministro de Tuvalu grava vídeo para COP26 de dentro do mar para alertar que ilha está desaparecendo. — Foto: Governo de Tuvalu/Redes sociais Até danças tradicionais podem ser digitalizadas para tentar preservar a cultura do povo de Tuvalu — Foto: Divulgação/Simon Kofe Em setembro deste ano, Tuvalu mudou a definição de Estado na sua Constituição. Os novos termos dizem que o país continuará existindo 'apesar dos impactos das alterações climáticas ou de outras causas que resultem na perda do território físico'. — Foto: Divulgação/Simon Kofe Tuvalu é formada por um conjunto de ilhas que podem desaparecer nas próximas décadas — Foto: Getty Images

Pequeno conjunto de ilhas no Oceano Pacífico corre o risco de desaparecer devido às mudanças climáticas. Governo quer digitalizar território e cultura da população para manter soberania.

Tuvalu, um pequeno território no sul da Oceania, é composto por um conjunto de ilhas paradisíacas, localizadas no meio do Oceano Pacífico. Infelizmente, o país corre o risco de ser um dos primeiros países do mundo a desaparecer por causa das mudanças climáticas.

O ponto mais alto de Tuvalu, está a apenas cinco metros do nível do mar — nas próximas décadas, toda a região pode ser engolida pela água. Diante dessa situação preocupante, os cerca de 11 mil habitantes tentam continuar existindo como povo, buscando o título de primeira nação digital

. 🏝️Como resistir? Os habitantes estão trabalhando para digitalizar desde a configuração física das ilhas até as danças tradicionais dos moradores. A ideia é que, digitalmente, a população possa participar ativamente da vida política e social do país. (leia mais abaixo).

Alertas para o mundo: ‘O país está na mão de vocês’

Em novembro, a Austrália fechou um acordo para receber os refugiados climáticos de Tuvalu que irão perder seu território.

A crise não é uma surpresa: há anos, as autoridades de Tuvalu tentam alertar a comunidade global da urgência de ações pra combater a crise climática.No entanto, a pequena nação do Oceano Pacífico está enfrentando uma situação cada vez mais crítica. O país do Oceano Pacífico, um conjunto de ilhas paradisíacas, está em perigo iminente devido à subida do nível do mar, resultado das mudanças climáticas. O ministro Simon Kofe alertou que o destino do pequeno território no sul da Oceania está nas mãos de outros países e pediu aos países em desenvolvimento que assumissem um compromisso quanto à redução de suas emissões. Segundo ele, o futuro de Tuvalu está em jogo.

➡️Doze anos depois, em 2021, o ministro Simon Kofe exibiu um vídeo na COP 26 com um figurino inusitado para o cenário: discursou de terno e gravata, dentro do mar e com a água até o joelho. Ele ressaltou que Tuvalu está afundando e alertou que o mesmo está acontecendo com todos, independentemente de quando os efeitos serão sentidos.

País no metaverso?

Apesar dos alertas e dos pedidos de metas mais ambiciosas de combate à crise climática, as previsões de aumento da temperatura do planeta e de subida do nível do mar não mudaram. Em resposta, o ministro Kofe enfatizou a necessidade de ação e destacou que Tuvalu teve de tomar medidas drásticas devido à falta de ação global. Como resultado, o governo anunciou que iria

transferir

o país para o metaverso. O objetivo é tornar Tuvalu a primeira nação digital do mundo. Em suas palavras, a nação do Oceano Pacífico, um conjunto de ilhas paradisíacas, não tem outra escolha a não ser se tornar digital para proteger seu povo, cultura e território dos impactos das mudanças climáticas. A mudança para o metaverso é uma medida desesperada diante da urgência da crise climática.

Nesta semana, enquanto acontece a COP 28 (a cúpula do clima da ONU), Tuvalu anunciou o que já foi feito no projeto

Future Now

(Futuro Agora). Simon Kofe informou que o país mapeou tridimensionalmente as 124 ilhas e ilhotas que compõem o território; está criando um passaporte digital para que as pessoas possam continuar casando ou participando de eleições de forma on-line; e investiu na infraestrutura nacional de comunicações. Além disso, um cabo submarino fornecerá a largura de banda necessária para mover o país para a nuvem, garantindo a soberania da nação.

➡️Além de mapear digitalmente o país, as autoridades também estão perguntando ao povo tuvaluano o que eles gostariam de

salvar

e digitalizar. As respostas, sejam artefatos de valor sentimental, o som da linguagem dos nossos filhos, a sabedoria das histórias dos nossos avós ou as danças vibrantes dos nossos festivais, serão todas parte da arca digital que representará a cultura e identidade de Tuvalu.

Nação digital?

E como fica a soberania de um país que existe apenas no mundo digital? O ministro Kofe afirmou que Tuvalu está tomando medidas para garantir que, apesar da mudança para o metaverso, a soberania do país seja mantida. Em setembro deste ano, Tuvalu mudou a definição de Estado na sua Constituição para incluir a permanência do Estado no futuro, apesar dos impactos das alterações climáticas ou de outras causas que resultem na perda do território físico. Kofe destacou que doze nações, como as Bahamas e o Gabão, já assinaram comunicados conjuntos com Tuvalu reconhecendo essa nova definição de estado. O primeiro-ministro de Tuvalu, Kausea Natano, também reiterou que o país continuará existindo e que sua soberania não é negociável.

Fonte: G1 – Meio Ambiente

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