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Deputada afirmou que senador a drogou para estupro, e políticos franceses se mobilizam

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Sandrine Josso, deputada da França — Foto: Reprodução/sandrinejosso

O senador confessou que guardava uma ‘substância estimulante’ em casa, mas alega que não sabia que era uma droga.

Nos tribunais franceses, 73% das acusações de agressões sexuais são arquivadas sem resultar em condenações.

A deputada Sandrine Josso, que afirma ter vivido um trauma no apartamento do senador Joël Guerriau, está empenhada em combater o problema da droga ilícita em casos de violência sexual. Ela declara: “Qualquer pessoa pode passar pelo que passei. Não é possível que isso continue acontecendo”.

Nos últimos tempos, a França tem sido palco de uma série de denúncias de agressões sexuais envolvendo figuras políticas.

Um dos casos mais graves foi o do ex-ministro da Transição Ecológica, Nicolas Hulot, que foi acusado de estupro e agressão sexual de menor. O processo foi encerrado em 2022 sem nenhuma condenação devido à prescrição do prazo para julgamento.

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O ex-ministro da Solidariedade, Damien Abad, membro do partido de direita Os Republicanos, enfrentou três acusações de estupro, sendo que dois casos foram arquivados por falta de provas e a terceira denúncia continua sob investigação. Damien Abad renunciou ao cargo em 2022 após os escândalos.

O ministro do Interior, Gérald Darmanin, do partido centrista A República em Marcha, permaneceu no cargo mesmo após ser acusado de estupro. O caso foi arquivado este ano devido à falta de provas.

Reforma na Lei para Políticos Envolvidos em Agressões Sexistas e Sexuais

A classe política francesa está discutindo a necessidade de alterar a lei para que políticos envolvidos em agressões sexistas e sexuais sejam automaticamente punidos. Entre os principais defensores desta reforma estão parlamentares mulheres, que expressaram suas opiniões após as revelações feitas por uma deputada.

A deputada do partido socialista, Christine Beaune, está solicitando um afastamento automático do senador Guerriau “de todas as funções relacionadas ao seu mandato” enquanto aguarda julgamento. Enquanto isso, a deputada ecologista Sandrine Rousseau está defendendo sanções disciplinares contra Guerriau no Senado e a atualização da legislação para impedir que pessoas envolvidas em agressões sexistas e sexuais possam se candidatar a cargos políticos. **Esta mudança é necessária para garantir a responsabilização de todos os envolvidos em tais casos.**

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Guerriau enfrenta uma suspensão do partido Horizons e corre o risco de ser expulso. Na terça-feira (21), o presidente do Senado francês, Gérard Larcher, fez um pedido oficial e público para que o parlamentar “dê provas de sua responsabilidade” e renuncie, o que ainda não aconteceu. Segundo o advogado do senador, ele pretende permanecer no cargo.

Guerriau não recebeu apoio de nenhum colega. Em um comunicado, o partido Horizons classificou a situação como “gravíssima” e afirmou que “não vai tolerar a menor complacência em relação à violência sexual e de gênero”.

Guerriau afirma que a substância teria sido guardada em sua residência, sem ser utilizada, até a noite anterior ao encontro com Josso. Ele teria adicionado uma porção do conteúdo do pacote de ecstasy em uma taça de champanhe, que teria esquecido na cozinha e consumido no dia seguinte ao propor um brinde com a colega.

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“Joël Guerriau não é um agressor”, defende o advogado Rémi-Pierre Drai. De acordo com o advogado, o caso se trata de um mal-entendido e o senador está confiante de que conseguirá provar sua inocência perante a justiça.

O senador, por meio de seu advogado, Rémi-Pierre Drai, divulgou sua versão dos acontecimentos, que se tornou motivo de chacota na internet. Confirmou que mantinha uma “substância euforizante” em casa, mas alegou que não estava ciente de que se tratava de uma droga. Afirmou ter obtido a substância de um colega do Senado, após uma exaustiva campanha para as eleições, em setembro. Guerriau justificou que estava deprimido devido à morte de seu gato de estimação e ao estado de saúde desfavorável de um amigo que luta contra o câncer. Segundo seu advogado, a substância seria utilizada para animá-lo.

Detenção de Guerriau para Interrogatório

Guerriau foi preso para ser questionado em relação a um inquérito aberto por delito flagrante, um processo que tem a capacidade de impactar na imunidade parlamentar. O Ministério Público de Paris o acusou de ‘administrar a uma pessoa, sem o seu consentimento, uma substância capaz de prejudicar a sua capacidade de julgamento ou controle de suas ações, com a intenção de cometer violência ou agressão sexual”.

“No carro pedi ajuda a um conhecido, dizendo: ‘estou em apuros, o senador Joël Guerriau me drogou’”, relata Josso. O motorista sugeriu que fossem a um hospital, mas os colegas da deputada já a esperavam na Assembleia. De lá, Josso foi levada para um hospital em Paris, onde foi confirmada a presença de ecstasy em seu organismo.

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Após receber alta, a deputada registrou queixa na polícia. Na residência do senador, a droga foi encontrada no mesmo lugar onde Josso a havia visto na noite anterior.

Como forma de justificação, ela comunicou a Guerriau que precisaria retornar à Assembleia para participar de uma votação, enquanto ele continuava a pressioná-la a consumir bebida alcoólica. Ao retornar à cozinha para servir mais champanhe, Josso optou por segui-lo sem o seu conhecimento e testemunhou-o guardando em uma gaveta um pacotinho contendo uma substância branca. “Foi nesse momento que compreendi o que estava acontecendo”, recorda Josso.

A deputada conseguiu solicitar um táxi e mencionou a necessidade de retornar rapidamente à Assembleia, tentando disfarçar o nervosismo e temendo uma reação por parte do senador. Guerriau ainda a acompanhou até a saída do apartamento, decidindo descer com ela no elevador e conduzi-la até o táxi que a aguardava na saída do prédio.

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Conforme a parlamentar, o comportamento do colega também se mostrou peculiar. Guerriau insistiu para que eles celebrassem várias vezes, forçando-a a ingerir a bebida mais rapidamente. “Isso me preocupou, achei essa atitude muito estranha”, afirma.

Alguns momentos depois, a deputada começou a sentir palpitações, calor, tontura e começou a suspeitar que estivesse sofrendo de hipoglicemia devido ao estômago vazio. Josso então pediu ao senador por algo para comer, mas os sintomas continuaram piorando com o passar do tempo.

“Isso me preocupou, achei essa atitude muito estranha”, afirma.

Evento Polêmico em Paris

O político que foi reeleito recentemente como senador convidou a deputada para comemorar a vitória em seu apartamento, em Paris, na noite de 14 de novembro. De acordo com Josso, eles eram amigos por uma década e nunca tiveram qualquer tipo de relacionamento romântico. A intenção era que o encontro durasse apenas alguns minutos, durante uma pausa da deputada na Assembleia da França, porém terminou com a intervenção da polícia.

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Josso afirmou no programa de televisão “C à Vous” que o senador sugeriu um brinde com champanhe, mas serviu as duas taças da bebida na cozinha, enquanto ela o aguardava na sala. “No primeiro gole, percebi que o champanhe não tinha o mesmo sabor de sempre, estava adocicado. Pensei que talvez estivesse cansada ou que a qualidade do champanhe não era boa”, disse.

A legisladora centrista Sandrine Josso divulgou nesta semana informações sobre o encontro com o membro do senado Joël Guerriau que resultou em uma acusação de dopagem para agressão sexual. A narrativa chocou a França e está levando a classe política do país a buscar uma ampliação das leis contra violências sexuais e sexistas.

A descrição de uma noite que prometia ser um encontro casual entre colegas se transformou em um verdadeiro pesadelo. Em uma entrevista ao canal France 5, a deputada Sandrine Josso, afiliada ao partido MoDem (centro) e com 48 anos de idade, compartilhou os momentos aterrorizantes que viveu ao lado do senador Joël Guerriau, de 66 anos.

Fonte: G1 – Mundo

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