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Pela primeira vez na história, o mundo testemunha um dia com temperatura média global 2°C acima da era pré-industrial.

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Anomalia da temperatura registrada em 17 de novembro passou pela primeira vez dos 2°C. — Foto: Arte/g1 ONU diz que é urgente agir agora para garantir 'futuro habitável' na Terra

Report do Copernicus (C3S) indica recorde batido na sexta-feira (17): anomalia atingiu 2,07°C. O objetivo do Acordo de Paris é reduzir emissões de gases de efeito estufa para limitar o aquecimento global a 1,5°C.

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Evidências apontam para uma situação preocupante no cenário global

As informações indicam uma forte tendência que requer atenção no âmbito global. Segundo Carlos Nobre, um pesquisador renomado internacionalmente no estudo dos efeitos das mudanças climáticas, o fenômeno conhecido como El Niño contribui para um aumento da temperatura durante o verão e um inverno menos rigoroso, além de alterações na distribuição das chuvas.

Em 2016, quando também ocorreu um episódio de El Niño, o mundo também registrou records de calor, mas a anomalia de temperatura foi de 0,94°C, cerca da metade do valor verificado atualmente. Carlos Nobre atribui esse número às emissões cada vez maiores de gases do efeito estufa.

Para compreender o impacto desse recorde, é necessário analisar as emissões de carbono. Em 2022, registramos um recorde histórico nesse aspecto e as projeções indicam que em 2023 esse recorde será superado. Esses dados revelam que o aumento era esperado e nos alertam para uma tendência preocupante.

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Concordando com essa perspectiva, Luciana Gatti, uma especialista em emissão de carbono do Inpe, destaca que a principal conclusão desses dados é que tanto o aquecimento global quanto a ocorrência de eventos extremos estão avançando em um ritmo mais acelerado do que o previsto pelos modelos científicos.

Ao observar as mudanças climáticas atuais, surge a pergunta inevitável: será que o colapso climático já está em andamento? Será que ainda temos tempo para esperar até 2030? Infelizmente, a quantidade de vidas perdidas até agora parece indicar que precisamos agir com urgência para evitar uma tragédia iminente.

Karina Bruno Lima, doutoranda em Climatologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), fornece uma explicação detalhada durante entrevista ao g1. De acordo com ela, é importante destacar que a medição em questão não representa o dia mais quente já registrado pelo Copernicus. O recorde verdadeiro ocorreu em julho deste ano, reforçando ainda mais a gravidade da situação em que nos encontramos.

Lima ressalta a importância de compreender que o destaque recai sobre a maior diferença em relação à média pré-industrial para o período. Ele afirma que, uma vez que é a primeira vez que atingimos uma marca de 2°C acima, isso é extremamente preocupante.

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Além disso, a marca de temperatura alcançada em outubro de 2023 se soma a uma lista de vários recordes globais de calor ao longo deste ano:

  • Segundo o Copernicus, outubro de 2023 foi registrado como o mês mais quente em nível mundial, com uma temperatura média do ar à superfície de 15,3°C. Isso representa um aumento de 0,85°C em relação à média de outubro de 1991 a 2020, e 0,4°C acima do recorde anterior, em 2019.
  • A anomalia da temperatura global para outubro de 2023 foi a segunda mais alta em todos os meses do conjunto de dados ERA5, ficando atrás somente de setembro de 2023.
  • O mês como um todo foi 1,7°C mais quente do que a estimativa da média de outubro para o período de referência pré-industrial de 1850-1900.
  • Todas essas observações sugerem que, devido a esses recordes, 2023 tem grandes chances de se tornar o ano mais quente em um período de 125 mil anos.

Desafio: Reduzir o aquecimento global em 1,5°C

De acordo com um relatório recente divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU), a probabilidade de limitar o aquecimento global a 1,5°C é de apenas 14%. Essa informação foi destacada em um documento lançado pouco antes da 28ª Conferência das Partes (COP) sobre mudanças climáticas, que este ano ocorrerá em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Outro relatório da ONU ressalta que as emissões globais de gases de efeito estufa (GEE) aumentaram 1,2% entre 2021 e 2022, atingindo um novo recorde de 57,4 Gigatoneladas de Dióxido de Carbono Equivalente (GtCO2e).

O acordo de Paris, firmado em dezembro de 2015, estabeleceu objetivos para os países com o intuito de manter o aumento da temperatura global abaixo de 2ºC, sendo desejável limitá-lo a 1,5ºC. Como parte desse acordo, os países desenvolvidos devem assegurar um financiamento anual de US$ 100 bilhões, com a revisão dos compromissos a cada 5 anos. Assim, em 2020, está prevista uma nova reunião internacional crucial para reavaliar as metas estabelecidas e garantir uma abordagem ainda mais efetiva na preservação do nosso planeta.

O aquecimento global tem várias consequências significativas, conforme ressaltado pela ONU. Aqui estão sete delas:

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  1. Se a temperatura global aumentar em 2ºC, o Ártico sofrerá derretimento do gelo durante o verão a cada 10 anos. Entretanto, se o aquecimento for limitado a 1,5ºC, essa frequência diminuirá para uma vez a cada 100 anos.
  2. Estima-se que o aumento no nível do mar até o final do século será 0,1 metros menor no cenário de aquecimento de 1,5ºC em comparação com 2ºC. As projeções para 1,5ºC variam entre 0,26 e 0,77 metros.
  3. No melhor cenário possível, até 10,4 milhões de pessoas serão menos afetadas pelo aumento do nível do mar até 2100.
  4. Regiões continentais enfrentarão ondas de calor duas a três vezes mais intensas com um aumento de temperatura superior a 2ºC, em comparação com 1,5ºC.
  5. A projeção de 2ºC de aquecimento global resultará em um número maior de espécies de animais e plantas ameaçadas de extinção do que no cenário de 1,5ºC.
  6. A frequência de ciclones tropicais pode diminuir, mas o número de ciclones com intensidade muito forte deve aumentar, especialmente no cenário de aquecimento de 2ºC em relação a 1,5ºC.
  7. Um aumento de 2ºC na temperatura global aumentará a probabilidade de secas extremas, falta de chuvas e riscos relacionados à escassez de água.

Fonte: G1

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