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Meio Ambiente

– Relatório aponta que nível de emissões de gases de efeito estufa caiu 8% no Brasil em 2022.

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Participação dos setores nas emissões de gases do efeito estufa no Brasil. — Foto: SEEG/Observatório do Clima

Os dados mais recentes do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases do Efeito Estufa do Observatório do Clima mostram que a meta estabelecida para 2025 poderá ser cumprida com uma redução de 49% nas emissões provenientes do desmatamento da Amazônia.

Os dados do SEEG revelam que o desmatamento na Amazônia é um dos principais vetores de emissões de gases estufa no Brasil. O país precisa reduzir o desmatamento e as emissões para cumprir suas metas climáticas e contribuir para a redução do aquecimento global.

A ambição climática do Brasil precisa ser aumentada para cumprir os compromissos do Acordo de Paris. É necessário implementar medidas eficientes de controle do desmatamento na Amazônia e reduzir as emissões provenientes do desmatamento e da agropecuária.

O uso de terra para a agropecuária tem sido historicamente um fator significativo no aumento das emissões de gases estufa. Portanto, é fundamental adotar práticas sustentáveis e tecnologias de baixa emissão para mitigar as mudanças climáticas.

Além disso, é essencial investir em fontes de energia limpa e renovável para reduzir a dependência de combustíveis fósseis e as emissões no setor energético.

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redução na emissão de gases no setor energético

No setor energético, considerado o terceiro mais poluente, registrou-se uma diminuição de 5% na emissão de gases. Segundo Felipe Barcellos e Silva, especialista do Instituto de Energia e Meio Ambiente, responsável por analisar os dados desse setor, esse resultado positivo foi resultado das condições climáticas favoráveis para a produção de energia hidrelétrica.

Apenas essas condições climáticas favoráveis permitiram que o Brasil reduzisse o equivalente a 36 milhões de toneladas – o mesmo que a produção de eletricidade em todo o Uruguai. Isso compensou parcialmente o aumento das emissões do setor de transporte, que é o maior consumidor de combustíveis fósseis na matriz energética brasileira

A atividade Agropecuária foi responsável por 27% das emissões nacionais de dióxido de carbono (CO2), tornando-se o segundo setor mais poluente. Os dados de 2022 apresentaram o maior registro histórico de emissões para esse setor, representando um aumento de 3,2% em relação a 2021. Esse aumento percentual é o segundo maior desde 2004.

Na Agropecuária, as emissões são originadas principalmente pela digestão dos animais, que produzem metano, e pela queima e manejo dos resíduos agrícolas de determinados cultivos. Essas atividades contribuem significativamente para o acúmulo de gases de efeito estufa na atmosfera.

Conforme evidenciado em anos anteriores, as atividades relacionadas ao uso da terra foram responsáveis por uma parcela significativa das emissões de gases em 2022. Esse setor representou 48% do total, em comparação com os 52% registrados em 2021.

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Embora tenha desempenhado um papel importante nesses números, a redução de 11% do desmatamento na Amazônia em 2022 teve um impacto positivo na redução das emissões de gases poluentes no cenário geral.

– Durante o período de 2019 a 2022, o Brasil emitiu uma quantidade de gases do efeito estufa equivalente a 9,4 bilhões de toneladas brutas, retornando ao mesmo nível observado nos anos 1990 e início dos anos 2000.

– O Brasil ocupa a sexta posição entre os maiores poluidores climáticos, sendo responsável por 3% das emissões globais. Nesse ranking, o país fica atrás de China, Estados Unidos, Índia, Rússia e Indonésia.

– A devastação de todos os biomas brasileiros resultou na emissão de aproximadamente 1,12 bilhão de toneladas de dióxido de carbono (CO2), o que representa 48% do total registrado.

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– No setor agropecuário, houve um aumento recorde nas emissões, com um crescimento de 3%. Esse é o maior aumento desde o ano de 2003.

redução na taxa de desmatamento na Amazônia e impacto das chuvas

A diminuição na taxa de desmatamento da Amazônia no ano passado e as abundantes precipitações pluviométricas desempenharam um papel fundamental nesse resultado. Esses dois fatores foram os principais responsáveis por essa conquista.

De acordo com a análise do relatório, o crescimento das emissões nos últimos quatro anos representa um desafio para que o Brasil alcance a meta estipulada no Acordo de Paris. Para cumprir essa meta, é necessário reduzir em 49% as emissões provenientes do desmatamento na Amazônia até 2025. Essa meta equivale à taxa de devastação mais baixa já registrada no país, entre 2009 e 2012.

A quantidade de gases estufa emitidos pelo Brasil apresentou uma queda de 8% no ano de 2022, de acordo com os dados do relatório ‘Sistema de Estimativas de emissões de Gases do Efeito Estufa do Observatório do clima‘, o SEEG, divulgado nesta quinta-feira (23). Essa redução, apesar de significativa, não atinge a mesma marca observada nos anos de 2019 e 2021, sendo atualmente a terceira maior registrada desde 2005.

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Dois principais fatores contribuíram para essa redução. O primeiro foi a diminuição da taxa de desmatamento da Amazônia, que impacta diretamente na quantidade de carbono liberada na atmosfera. O segundo fator foi o grande volume de chuvas ocorrido no ano passado, que ajudou a neutralizar parte das emissões.

No entanto, nem todas as áreas apresentaram uma melhora. No setor agropecuário, as emissões de gases estufa tiveram um aumento recorde de 3%, o maior desde 2003. Isso significa que as atividades relacionadas à agricultura e pecuária contribuíram significativamente para o aumento das emissões no país.

Fonte: G1 – Meio Ambiente

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